Associação de Escoteiros de Portugal
Grupo - 9 Olival Basto

Angariação de fundos 3/12/2011!

História do Nosso Grupo

A 14 de Agosto de 1914, por desejo e trabalho de um grupo de entusiastas, constituído por Joaquim Duarte Borrego, Manuel Duarte Borrego, Delfim Teixeira e Samuel Fonseca, o Grupo 9 nasceu. Viria a filiar-se na AEP – Associação de Escoteiros de Portugal - a 5 de Setembro.

O primeiro Escoteiro - Chefe do Grupo foi Abel José Fortes Caldas, sendo a Direcção consti-tuída por Fortunato Teixeira – Presidente, Joaquim de Sousa Duarte Borrego – Secretário, e Eduardo dos Santos - Tesoureiro. Através do contacto com várias Sociedades, foi possível encontrar a 1ª sede do Grupo no 2º andar do n º 164 da Rua Alves Correia (actual Rua de S. José), onde se iniciaram os exercícios de instrução.

Numa das primeiras actividades do Grupo, no Alfeite, em 29 de Novembro de 1914 foram nomeados os Guias:
Manuel de Sousa Duarte Borrego e Samuel da Fonseca, tendo como instrutores: Joaquim Duarte Borrego e Eugénio Guilhó.

É de realçar a contribuição do Escoteiro Chefe Joaquim de Sousa Duarte Borrego na divulga-ção e promoção do escotismo, através dos seus artigos nos jornais relativos aos objectivos, métodos e formas de funcionamento do grupo.

As actividades eram praticadas fundamentalmente na rua, com grande visibilidade para a população de Lisboa, sendo frequentes os exercícios de campo. Os locais mais utilizados foram: Campolide, Damaia, Alfeite, Carnide, Paiã, Benfica, Caxias, Paço de Arcos, Amadora, Mina, Outurela, Pontinha, Belém, Tapada da Ajuda, Caneças e o local mais utilizado para caminhadas e acampamentos, a Serra de Monsanto.

No início da sua actividade, o grupo mudava frequentemente de sede e, em 31 de Janeiro de 1915, muda-se para a nova sede na Travessa do Carmo, e em, 28 de Maio de 1915, é transferido para a Rua da Madalena. Iniciam-se também em finais de 1915 os exercícios para a outra Banda - Pinhal Alto, Vale de Zebro, Cacilhas, Caparica, Trafaria e Seixal. Começam-se também a sentir as primeiras dificuldades económicas, apesar do grupo ter movimentado, no 1 º ano de actividade, 230 sócios extraordinários e escoteiros.

Entre Setembro de 1915 e 1919 os Escoteiros do Grupo receberam instrução de salvamento e incêndios nos Bombeiros Voluntários da Ajuda (Praça da Alegria). Depressa o grupo teve que mudar de sede devido à sua expansão passando em 28 de Fevereiro de 1916 para a Rua de Santa Marta, no Palácio do Conde Redondo.

A 1 de Dezembro de 1916, o Comandante Álvaro de Melo Machado passa a Chefiar o Grupo 9, e é então que se opera a fusão entre o Grupo 5 e o 9. Em Janeiro de 1917 assume a Chefia do Grupo, José Sousa Duarte Borrego, tendo o Grupo 25 solicitado a sua agregação ao 9. Em 13 de Maio de 1917 iniciam-se os treinos de futebol, “profetizando” a ida, a 14 de Outubro, do Grupo 9 para a Rua Gomes Pereira, em Benfica, passando a constituir a Secção de Escotismo do Sport Lisboa e Benfica, naquela que terá sido uma das maiores jornadas de glória em termos de reconhecimento público. O Grupo manterá, no entanto as antigas instalações no Palácio do Conde Redondo.

À definição da cor do lenço não terá sido alheio a influência do Sport Lisboa e Benfica. Mas, se o grupo ganhou em divulgação perdeu em assiduidade, pelo menos, por parte dos principais elementos, pois a nova sede ficava longe das suas residências. A 23 de Maio de 1918 o grupo volta ao Palácio do Conde Redondo.

O final do ano de 1918 e inicio de 1919 traria ainda aos escoteiros momentos de grande acção na ajuda a Hospitais, devido à pneumonia que atinge Portugal, e a esse facto não é alheio a grande campanha do Grupo, iniciada em Setembro de 1918, para adquirir material de Primeiros Socorros. É nesta altura que regressa da 1 ª Guerra Mundial, Joaquim de Sousa Duarte Borrego, e ainda que com alguns problemas físicos, vai assegurar a Chefia do Grupo até 1922, passando-a para João Clímaco do Nascimento.

Após esta postrior época de expansão, o escotismo entra em decadência, mas o grupo 9, tendo perdido número de efectivos, ganha ao mesmo tempo mais organização. Iniciam-se os concursos Inter-patrulhas a nível regional que proporcionam um salto qualitativo e que permitiu ao grupo a sua sobrevivência na década de 30. O Escoteiro - Chefe que esteve a frente do grupo nestas décadas foi João Climaco do Nascimento.

O Grupo 9 sentiu muitas dificuldades porque perde a sua sede, tendo que se reunir na rua, mais concretamente nos bancos da Av.ª da Liberdade. É aqui que João Climaco do Nascimento, grande coordenador e Escoteiro, consegue organizar toda a actividade do Grupo não o deixando desactivar.

Finalmente em Novembro de 1926 conseguiu-se um novo local - ATENEU Comercial de Lisboa, na Rua Eugénio dos Santos (actual Rua das Portas de St.º Antão), bem como o apoio da instituição. Entre 13 e 23 de Agosto de 1927 na Mata de Queluz, o grupo participa no I º Acampamento Nacional da AEP.

Em 1930 o nove foi um dos 11 Grupos que editaram o jornal “ESCOTISMO”, o qual se procurou valorizar o ideal escotista.

O Ateneu apesar de ter fornecido um sótão, permitiu que os escoteiros com grande vontade, trabalho e espírito de sacrifício arranjassem o espaço e o transformassem numa sede, na qual vivenciaram 25 anos de existência. Apesar das dificuldades, o inicio da década de 40, representou um período de estabilidade no Grupo 9.

A esta situação não é alheia a chefia de Ernesto Climaco do Nascimento, que substitui o seu irmão na chefia do grupo. O então Capitão Duarte Borrego, afastado da actividade, aparece integrando a Comissão de Patrocínio do Grupo, quando este é forçado, devido a expansão da Mocidade Portuguesa a procurar novo poiso. Encontram então em Santa Clara, no ano de 1943, um minúsculo cubículo – a porta B do N º 175 da Praça Dr. Bernardino António Gomes. É uma época de transição, onde são delineadas algumas das actividades apesar dos problemas de implantação e desenvolvimento devido ao Corpo Nacional de Escutas e da Mocidade Portuguesa, que iam ocupando aos poucos o lugar outrora alcançado pela AEP.

Talvez a melhor imagem de mudança seja a dos famosos carros–maca que marcam uma época no Escotismo. Aos poucos os escoteiros iam colocando às costas o material individual/colectivo, deixando de lado os carros transportadores de material, agora peças de museu. O grupo atinge em breve algumas posições de destaque. Em 1 de Setembro de 1943 o Capitão Duarte Borrego é nomeado Chefe Honorário e a 9 de Outubro é oficialmente inaugurada a sede de Santa Clara.

Era o regresso do Grupo às origens, pois ficava a menos de 50 metros da Calçada dos Cesteiros, ou seja, do antigo local onde viveu a família Borrego e onde o Grupo foi organizado.

Em 1 de Agosto de 1945, o Escoteiro – Chefe passa a ser João Chaubert Alves. Os finais dos anos 40 são marcados pela expansão do Grupo. Em 1 de Agosto de 1947, o Escoteiro – Chefe é substituído por um seu companheiro em 1 de Junho de 1947 – João Corrêa Cabral, admitido no Grupo em 1934. A entrada de João Corrêa Cabral dá ainda uma maior dinâmica ao Grupo que inicia concursos internos entre escoteiros.

A década de 50 inicia-se com a participação no Acampamento Nacional, em Carcavelos durante Setembro de 1950. Efectuam-se regularmente acampamentos na margem esquerda do rio Tejo, em terrenos próximos do actual PNEC. Em 1954 o grupo reabre a Divisão Lobito. Assim, o grupo oferece aos jovens todas as possibilidades de ingresso, em termos etários.

O Grupo nomeia em 1 de Abril de 1955, como Chefe Honorário o Dr. Frankelim Ant.º Oliveira, e participa em Vila Real de St.º António no Acampamento da Região do Algarve, entre 13 e 15 de Agosto de 1955. No entanto os últimos anos da década são marcados por alguma estagnação. Situação esta que só foi quebrada a partir de 1962.

Em 1 de Agosto de 1962 o grupo inicia uma série de acampamentos na área saloia de Caneças - lugar de D. Maria.

O culminar deste esforço acontece na participação no ANAJU – o Acampamento Nacional do Jubileu da AEP que decorreu entre 21 e 31 de Agosto na Costa da Caparica, no ano de 1964. Alguns dias antes, a 14 o Grupo comemorava 50 anos de actividade ininterrupta. A partir de 1965 o grupo entra numa fase de alguma indefinição. Primeiro pelo abandono do Chefe João Corrêa Cabral e mais tarde devido a ausência forçada de alguns chefes motivada pelo serviço militar fora de Portugal.

Em 14 de Janeiro de 1971 o Chefe de Grupo passa a ser Joaquim Alberto Garrett Lourenço, cargo que já exercia interinamente desde 1 de Fevereiro de 1967.

O grupo, em 9 e 10 de Outubro de 1971, organiza o acampamento da Amizade para comemorar os 57 anos do Grupo. Começa a dar-se importância às reuniões dentro da sede – os Conselhos de Guias e de Chefes, e mais tarde as Reuniões de Responsáveis (Chefes, Guias e Caminheiros). O Grupo participa entre 17 e 27 de Agosto no Porto, no XII ACNAC e em 6 e 7 de Abril de 1974, num Acampamento Regional em Bucelas.

Em 1975 inicia-se o desenvolvimento do conceito Regional. O Grupo participa em actividades conjuntas com o 22 e o 50. Em 30 de Maio desse ano a Direcção do Grupo realiza o I º Passeio Convívio às Grutas e ao Castelo de Almourol.

O Grupo, em finais de 1975, com a abertura da Divisão Lobito – Bando Azul, a publicação Bimestral do Jornal PATA – TENRA em 1976, e promove a realização de uma campanha para angariação de escoteiros e passagens de elementos a caminheiros. Entra numa nova fase de revitalização.

Em 1977 e 1978, realizam-se os IIº e IIIº Passeios Convívio e, em 2 de Novembro de 1978, o Chefe de Grupo passa a ser António Emílio Pinto dos Santos. Ainda em 1979, a 3 de Outubro, 5 anos depois de ser admitido como aspirante, toma posse como Chefe de Grupo, o Chefe Alberto da Graça Lopes Miguéns (na época apenas com 18 anos). Inicia-se a planificação das actividades do grupo e reiniciam-se os Concursos INTER – Patrulhas internos. No 1 de Abril o Clã participa na corrida de automóveis de madeira, do Grupo 93, em Fontanelas.

É criada a divisa SEM PARAR, por ocasião das comemorações dos 67 anos (14 de Agosto de 1981, e o grupo 9 realiza a sua primeira exposição sobre a sua história.

Em 5 de Novembro é aberta a primeira Patrulha Feminina – Panda (ex-Lobitos).

O mês de Janeiro de 1982 é marcado pela visita a casa do fundador Joaquim de Sousa Duarte Borrego, e em 4 de Julho organiza-se o IV º Passeio Convívio.

Em 1983 inicia-se a colaboração com o Grupo 36. Trata-se de uma actividade na Serra da Arrábida, entre 10 e 12 de Junho. O Grupo participa ainda no ACNAC de MAFRA.

Realiza-se a 17 E 18 de Dezembro de 1983 um acampamento no PNEC sobre o tema de índios – o INDIANAPOLIS. A este acampamento juntaram-se as Patrulhas dos grupos 7, 11 e 36.

A Chefia e Clã participam no inicio de 1984 na “Copa Escotista” de Futebol de salão. Em 7 e 8 de Julho realiza-se um acampamento no Cartaxo.

A partir de 1985 iniciam-se as grandes actividades do Grupo na Arrábida – INTERÁBIDA.

Neste ano a AEP concede ao grupo 9 a Lis de Prata por cinquenta anos de actividade. No ano de 1987 o grupo participou num acampamento organizado pelo grupo 7 e onde participaram cerca de 15 grupos e onde o grupo 9 ficou em 1º lugar na actividade Selva 87. Os dias de 17 a 26 de Julho de 1987 corresponderam à actividade de férias do Grupo na Serra do Gerés, nessa actividade foi organizado o V passeio convívio. Aproveitando esta actividade, foram ainda assinaladas as comemorações dos 75 anos.

Em 1989 foi nomeado para chefe de Grupo Fernando Carlos Pereira Cordeiro, continuando o mesmo trilho do chefe anterior, realizando várias actividades de grupo e participando em actividades Regionais principalmente em Jamboree no Ar e outras actividades.

O Grupo 9 em 1995 apesar de estar em dificuldades continua com os mesmos objectivos do principio da sua fundação e é nomeado para chefe de grupo o chefe Manuel da Silva Esteves, que em conjunto com outros chefes continuava a realizar actividades.

No ano de 1996 tomou as rédeas do grupo 9, Maria Julia de Almeida P. Pina, a primeira escoteira da Pátria do Grupo nº 9. O grupo nesta altura estava a passar por várias dificuldades mas mesmo assim houve forças para dar continuidade ao trabalho escotista. A chefia era constituída por três elementos, a chefe do grupo, o Chefe Manuel da Silva Esteves e a chefe dos serviços administrativos Ana Paula V. Serro, a segunda escoteira da Pátria do grupo 9.

No ano de 1997 o grupo estava a começar novamente a ficar com problemas de efectivos e era preciso dar uma nova dinâmica ao grupo, por isso foi convidada para a chefia do grupo uma antiga escoteira, Ruth Catarino, para a Divisão da Alcateia. No ano de 1999 um membro da direcção convida o grupo a mudar de local, porque a sede actual já não apresentava condições para a prática escotista e dado o facto de haver grandes dificuldades em recrutar jovens. Assim no ano 2000 foi lançado um novo desafio ao grupo, o de levar o escotismo para o Município de Odivelas - Junta de Freguesia do Olival Basto.

Nesse mesmo ano o grupo 9 reabre as suas portas às 3 divisões: Alcateia, Tribo e Clã e participa em grandes actividades, como o Acampamento Regional das Alcateias, o Jamboree no ar com as duas divisões alcateia e tribo. Participaram em várias actividades organizadas pelo Município de Odivelas, na semana da juventude, tendo sido muito importante para a divulgação do escotismo e do grupo 9, designadamente a venda de diversos artigos - Feira da Ladra. Participaram também num Rally Paper. Neste mesmo ano a chefia do grupo reabriu o Jornal o Pata Tenra Órgão Oficial do Grupo 9.

O ano de 2001 ficou marcado pelas grandes actividades feitas pelo grupo 9, tais como: Curso de guias – na Qt.ª das Férreas e o seu grande acampamento de Grupo - em Góis, onde comemorou o seu 87.º aniversário e no qual estiverem presentes antigos escoteiros do grupo e pais. Também participou e ajudou a organizar o primeiro Jamboree no ar do Município de Odivelas.

No ano de 2002 realizou várias actividades: na Páscoa acampou no Cabeço de Montachique e fez um almoço convívio com os pais, fez uma entrevista ao Sr. Presidente da Republica, para o Jornal de Grupo, realizou o seu acampamento de grupo no PNEC, onde comemorou o seu 88.º aniversário, em conjunto com os pais, antigos escoteiros e representantes do Município de Odivelas.

No ano de 2003 continuou a realizar grandes actividades em locais um tanto ou quanto distantes:
a tribo foi acampar junto ao Castelo de Almourol; a Alcateia realizou uma actividade no Portugal dos Pequeninos em Coimbra, a chefia foi ao Parque Ambiental de S.º Jacinto em Aveiro, tendo esta actividade como o objectivo estudar e estruturar o acampamento de grupo no fim do ano escotista, onde se realizaram várias actividades uma delas, considerada até como a actividade mais radical e arrojada destes 3 anos escotistas, um percurso de canoa durante todo o dia. No fim desta actividade os escoteiros receberam uma Insígnia e foi com este acampamento que o grupo encerrou o seu ano escotista - com chave de ouro.

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